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Conheça o ADAPTE Board - Saiba como funciona

25 de ago.
3 min de leitura

ADAPTE Board: comunicação acessível para ampliar possibilidades

Comunicar-se vai muito além de falar.

Para algumas pessoas, expressar desejos, necessidades, sentimentos, desconfortos e escolhas por meio da fala pode ser difícil ou até mesmo não ser possível. Nesses casos, recursos de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) podem ampliar significativamente as possibilidades de participação e interação.

O ADAPTE Board é uma prancha inteligente de comunicação que pode ser utilizada como recurso de CAA no dia a dia, permitindo que a pessoa selecione palavras, construa mensagens e utilize diferentes recursos para expressar o que deseja comunicar.

Comunicação para além dos pedidos

Um dos pontos importantes no uso de uma prancha de comunicação é não restringi-la apenas a pedidos como “quero”, “comer” ou “brinquedo”.

Comunicar também envolve:

  • dizer “não”;

  • pedir ajuda;

  • dizer que algo terminou;

  • expressar dor;

  • comunicar sentimentos;

  • fazer escolhas;

  • comentar situações;

  • responder perguntas;

  • participar de brincadeiras;

  • interagir socialmente;

  • expressar preferências.

O ADAPTE Board apresenta categorias e palavras que contemplam diferentes funções comunicativas, incluindo pronomes, verbos, perguntas, negação, localização, sentimentos e situações de urgência.

Um recurso que pode acompanhar diferentes momentos

A comunicação precisa acontecer ao longo do dia, e não somente durante os atendimentos.

A prancha pode estar presente em situações como:

Em casa:“quero”, “não quero”, “ajuda”, “acabou”, “mais”.

Durante as refeições:“comer”, “beber”, “mais”, “acabou”.

Durante as brincadeiras:“gostar”, “mais”, “ajudar”, “abrir”, “parar”.

Na escola ou terapia:“não sei”, “ajuda”, “acabou”, “quero”, “não quero”.

Em situações de desconforto:“dor”, “doente”, “pare”, “preciso de ajuda”.

Essa possibilidade de comunicar necessidades antes que elas se transformem em comportamentos de frustração ou desorganização é um dos aspectos mais importantes da CAA.

Comunicação também é autonomia

Quando uma pessoa consegue expressar o que quer, o que não quer, o que sente e o que precisa, ela passa a ter maior participação nas decisões que envolvem sua própria vida.

Por isso, oferecer uma prancha de comunicação não significa “tirar a motivação para falar”.

Pelo contrário: a comunicação alternativa pode ser uma ponte para ampliar a comunicação, oferecendo uma maneira funcional de se expressar enquanto as habilidades de fala e linguagem continuam sendo desenvolvidas, quando isso fizer parte dos objetivos daquela pessoa.

O adulto também precisa aprender a usar

Um erro comum é entregar a prancha para a criança e esperar que ela descubra sozinha como utilizá-la.

O aprendizado acontece melhor quando os adultos também utilizam o recurso.

Por exemplo, durante uma brincadeira, o adulto pode apontar para “mais” enquanto fala:

“Você quer mais?”

Ou, ao finalizar:

“Acabou.”

E selecionar “acabou” na prancha.

Assim, a criança passa a perceber que aqueles símbolos têm significado e podem ser utilizados para participar das situações reais.

E quando a pessoa estiver em crise?

A comunicação não deve ser utilizada apenas quando tudo está tranquilo.

É importante construir previamente palavras e mensagens que possam ser úteis em situações de desconforto, como:

  • “dor”;

  • “pare”;

  • “não”;

  • “ajuda”;

  • “quero sair”;

  • “acabou”.

O ADAPTE Board possui, inclusive, uma área de urgência e recursos relacionados à dor e aos sentimentos.

Entretanto, durante uma crise intensa, o primeiro objetivo continua sendo garantir segurança e ajudar na regulação. Não devemos exigir que a pessoa utilize a prancha justamente no momento em que está mais desorganizada. O ensino da comunicação acontece principalmente nos momentos em que ela está disponível para aprender.

Um recurso individualizado

Cada pessoa possui necessidades, interesses, vocabulário e formas de comunicação diferentes.

Por isso, a utilização de uma prancha deve ser acompanhada de uma avaliação individual, considerando:

  • habilidades comunicativas atuais;

  • compreensão de linguagem;

  • interesses;

  • necessidades do cotidiano;

  • formas de acesso ao recurso;

  • vocabulário necessário;

  • contexto familiar e escolar;

  • objetivos terapêuticos.

A tecnologia é uma ferramenta. O mais importante continua sendo a pessoa ter algo significativo para comunicar e alguém disponível para escutá-la.

Comunicação é participação.

Quando ampliamos as possibilidades de comunicação, também ampliamos as possibilidades de escolha, autonomia, interação e participação.

O ADAPTE Board pode ser um recurso dentro desse processo, integrado à rotina da pessoa e às estratégias construídas pela família, escola e equipe terapêutica.

 
 
 

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